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Polícia Para Quem?

Rio de Janeiro, dia 23 de Janeiro, um trem da SuperVia descarrila próximo à estação de São Cristóvão, atingindo uma torre responsável por sustentar parte da rede aérea do sistema ferroviário. Mais de 600 mil pessoas são prejudicadas.

Deu ruim..

Foto: ERBS Jr./Frame/Estadão

Trens paradores com destino à Central do Brasil levam os passageiros até a estação São Francisco Xavier (aproximadamente 8 km do centro) e voltam para onde vieram. Trens diretos param ainda antes, o que faz com que os paradores fiquem superlotados.

A saída da estação S. Fco. está completamente lotada. Pessoas passam mal, as quatro escadas rolantes não funcionam há muito tempo, o calor está insuportável, porém, a SuperVia decidiu distribuir “vales” que podem ser trocados por passagens, no intuito de ressarcir o cliente pelo transtorno causado. (digno de nota que o dinheiro dificilmente era devolvido e “vale” não compensa o sofrimento das últimas talvez 4 horas).

Nessa situação, forma-se uma fila, para que as pessoas saiam da estação e peguem seus vales. Fila formada na frente da estreita saída, obviamente atrapalhando a saída de quem não tá nem aí pra vale.

Um senhor se aproxima da funcionária responsável por distribuir os pequenos pedaços de papel e pergunta se aquilo ali é a passagem que a SuperVia deveria restituir. É bom saber que a empresa de trens tem um problema enorme, maior até do que seus problemas com locomotivas, no que diz respeito à comunicação. Poucas pessoas sabiam da distribuição de vales antes de chegar às ruas.

Ao ver isso, um moleque fardado, com correntinha de ouro no pulso e, atenção, ARMADO COM UM FUZIL, se enche de sua “autoridade” e manda o senhor para o final da fila.

Então chegamos no ponto que eu queria abordar. Quem teve a ideia brilhante de mandar, para uma situação onde pessoas, trabalhadores, estão estressados com os maus tratos sofridos no sistema de trens do RJ, PMs com fuzil?!

Eu até, de certa forma forçada, entendo a necessidade de segurança policial para que os passageiros revoltados não cometam crimes contra os funcionários da companhia de trens ou, até mesmo, contra o patrimônio público e privado. Mas armados com fuzis?! Eles esperavam encontrar traficantes armados até os dentes indo bater ponto no Centro? Isso é falta de respeito com a população. É intimidação, não ~sensação de segurança~.

Foto: Marcos de Paula/Estadão

Foto: Marcos de Paula/Estadão

Interessante notar que a PM foi deslocada para o local, mas não tinha uma ambulância sequer para atender a mulher que desmaiou na saída da estação.

A população é massacrada nos transportes públicos e, quando isso fica extremo, o que fazem? Mandam a PM para que o povo fique quietinho, dentro dos trilhos, coisa que os próprios trens não fazem.

Policiais armados com fuzis no Rio de Janeiro não servem para nada no dia-a-dia. Eles não podem atirar quando estiverem próximos a tanta gente. Fuzil é arma de guerra! Mesmo as pistolas que alguns carregam se tornam completamente inúteis quando tem muita gente por perto. Quem não lembra da virada de ano em Copacabana? 12 policiais atirando no meio de um monte de gente.

O policiamento no Brasil precisa ser revisto, a PM tem que acabar, as pessoas precisam ser respeitadas.

Bandido não tem medo da polícia, já a população que não a controla..

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