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O Idiota Chave

Nós, como seres humanos, vivemos em sociedade. Pelo menos a maioria. E nessas relações entre um indivíduo e o meio em que está inserido, muitos fatores estão envolvidos. Desde que nascemos somos influenciados por eles. Um dos piores é o preconceito.

Sempre temos aquela desconfiança quando somos confrontados com algo novo ou diferente. Pode ser aquele grilo frito, um filme que não segue o “padrão” ao qual estamos acostumados, ou aquele coleguinha que ouve funk com o fone de ouvido, alegando que não é só pra dançar que é bom.

Após décadas e meia de pesquisa, o IFPQ (Instituto Farofa de Pesquisas e Questionamentos) encontrou um dos principais pontos de desenvolvimento do preconceito: o idiota chave.

Idiotas?

Imagem não tão relatada com o texto por medo de processos

Aparentemente, não há um grupo social sem um idiota chave. Ele está no seu grupo de amigos, na sua igreja, na sua sala de aula, no grupo de usuários do aplicativo que você tanto ama, no movimento que você é a favor e no que é contra. Essa praga está em todos os cantos e, grande parte das vezes, passa despercebido.

Ele é o ser que faz com que outros grupos tenham preconceito com o seu. Mas também é o que te faz ter preconceito com outros grupos.

O idiota chave é aquele pastor que, em seu programa de televisão, aliena e cobra, descaradamente, por bênçãos ou algo assim. Ele é aquele que fala que se você não está dentro de uma igreja, você é um herege filho do diabo.

Ele também pode ser aquele professor que não gosta de ser professor. O cara que só vai na escola porque tem um salário no final do mês. Passa um ano inteiro “aturando” os alunos “pestes”, joga qualquer coisa na prova e você que se vire pra aprender algo.

Também pode ser aquele funkeiro que escuta música sem fone de ouvido, do seu lado, no ônibus lotado, voltando do trabalho. Grita com os amigos, canta, dança e não te deixa dormir.

A feminista exaltada que odeia homens, o dono de iPhone que idolatra a marca, a mulher que feriu seu coração, o homem que acredita piamente na friendzone, o advogado safado, o médico preguiçoso, o morador de bairro “nobre” que é esnobe.. Tem em tudo quanto é canto!

Normalmente, o idiota chave se apresenta em grupo, o que aumenta ainda mais o preconceito. Em alguns casos, é até maioria. Às vezes, nem isso. Por serem os mais rechaçados, são os que mais aparecem.

Mas a culpa real do preconceito não é dele. Calma, para de me xingar. A culpa é nossa. (xingamentos liberados)

Somos nós que aceitamos o idiota chave como padrão, generalizamos, marcamos todos que tenham um mínimo traço de semelhança com ele e nos afundamos em nosso preconceito.

Quando não tentamos conhecer o grupo que estamos julgando, quando pegamos apenas um exemplar, continua sendo preconceito. Não com o idiota em questão, talvez, mas com todos aqueles que ele diz ou parece representar. (estou falando com vocês, Silas e Marco)

É necessário passar dessa barreira levantada como defesa ao IC e conhecer o que está além dele.

Eu, por exemplo, estou perdendo meu preconceito com funkeiros, lutando contra o meu preconceito com os evangélicos, abraçando o feminismo..

E você, qual seu maior preconceito? Já parou pra pensar que o exemplo que você teve pode não representar a totalidade do grupo odiado? E se você estiver sendo o idiota chave?! Já parou pra pensar nisso?! Responda aí embaixo nos comentários. =)

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