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Memória Geográfica

Esses dias estava lendo, no Hoje é um Bom Dia, sobre memórias falsas. Cara, é uma parada louca que já aconteceu com você, eu sei disso. Aí comecei a ler os comentários e talz e minha memória tratou de me lembrar de uma parada que gosto de brincar: memória geográfica.

Não, não é a mesma que o pessoal estuda por aí. Estou usando o termo “memória geográfica” simplesmente porque não consegui pensar em outro. É o seguinte:

Uns tempos atrás, quando eu ainda era um molequinho (uns 5 aninhos, que fofinho!) e não sabia nem atravessar a rua sozinho, minha mãe me levava numa fábrica de tecidos, em um bairro distante, para comprar material para cama, mesa e banho. Eu, INCRIVELMENTE, ainda lembro daquele lugar, de suas araras, até de coisas coloridas penduradas nelas. Minha memória desse lugar é tão doida que, sempre que penso nele, tem aquele efeito de foto antiga, tipo Instagram.

Depois de um tempo, paramos de visitar esse lugar. Não sei se foi porque fechou ou porque acabou a grana. Eu cresci (bastante) e comecei a estudar num bairro vizinho do meu, na 3ª série do Ensino Fundamental. Se liga agora porque aí vem dica do assunto do post: a escola fica na rua dessa antiga fábrica! O prédio ainda tá lá, mas agora serve para leilão de carros apreendidos.

Outra parada desse tipo é a rua em que fica o condomínio no qual mora  minha tão amada e reverenciada noiva. Os prédios ficam pouco antes do final da rua, que leva a uma curva meio escondida. Da primeira vez que lá estive (apenas como ~amigo~), parecia um caminho para lugar nenhum, não tinha ideia do que havia depois daquela curva escura.

O tempo passou, nos interessamos um pelo outro e, por este motivo, comecei a visitar os arredores de sua residência com uma frequência um pouco maior. Foi aí que tive a primeira experiência de passar pelo outro lado da curva. Voltávamos de algum lugar, provavelmente alguma das faculdades de nossa vida, de ônibus e, quando o motorista fez uma curva para a esquerda, veio o estalo: “AAAAAAAHHHHHHH! Agora sei onde eu tô!” De lá pra cá, já até colocaram um viaduto perto dessa curva.

Foto da esquina não mais tão escura

Meu celular tinha uns efeitos estranhos..

De vez em quando eu penso nessas primeiras impressões de lugares que estive, em como eu me sentia (perdido na fábrica, com medo na rua da esquina), no que tinha por perto, no que mudou.. Quando isso é ligado à infância, então, nossa, que doidera!

Existem outros lugares que me dão esse “prazer nostálgico”, como alguns shoppings, parques, escolas, praias.. Isso acontece com você? Já parou pra pensar naquele lugar que você foi uma vez, achou completamente diferente e hoje já ficou normal? Me diz aí nos comentários. o/

A propósito, acho que essa parada de memória das primeiras impressões também pode ser aplicada a outras situações, pessoas que você conheceu, lugares que você trabalhou, algo que você nunca tinha feito.. Mande lembranças!

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10 comentários em “Memória Geográfica

  1. Isso me fez lembrar quando eu era gurí, tipo cinco anos, era dia do meu aniversario, meu pai e eu andavamos numa rua muito estranha, e as pessoas soltavam fogos de artificio, era dia do meu aniversario e eu pai insistia comigo que os fogos eram por isso. Nota: Faço aniversário 24 de Junho.

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  2. Incrível enquanto eu lia seu post, me lembrava da minha infância. Saudades dos passeios com meu pai quando ele ia receber, me amarrava porque comia em algum china, e da vez que ganhei um McDonald lanche feliz, aprendi o gosto horrível do picles mas tava hiper feliz com a caixinha. Das vezes que fiquei preso no elevador, das rinhas de galo que ia e bateu saudades até do bullyng que sofria no colégio (detalhe eu morava dentro do colégio, não dava para ir longe). caramba! isso foi nostalgia pura!

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    • Escolas são lugares que sempre bate nostalgia quando passo na frente ou algo assim. Aqui perto de casa tem uma que fizeram uma academia do lado. Na época que eu estudava, não tinha nada, era um terreno qualquer, provavelmente da escola, onde a gente brincava. É bem louco passar por ali e lembrar disso tudo. =D

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  3. A rua onde eu morava. Minha antiga casa agora é um restaurante, a dos meus amigos virou um salão de cabeleireiro e outro restaurante.. mas ainda lembro de seu João taxista lavando o Astra branco na frente de casa ouvindo Sérgio Reis, e de quando eu ia na casa de Juninho jogar Nintento.

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  4. Fala, Felippe! Passando aqui pra retribuir o comentário que você deixou lá no blog… Tem um tempão já e seu blog dava aqui nos favoritos, mas fiquei devendo um/uns comentário(s).

    Vou tentar passar mais vezes aqui.
    (E tenta escrever mais também! Tudo pela vida eterna aos blogs de raiz. hahaha)

    Abraço.

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  5. O nome disso é topofilia… Yuf Tuan escreveu dois livros ótimos: Espaço e lugar, topofilia e paisagens do medo!

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