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Jogar faz parte

Sexta, fiz uma pesquisa no twitter, para saber o assunto do post que sairia até ontem. Mas você sabe como isso aqui funciona, certo? Não? Exato. É assim mesmo que funciona. Por isso, o post sai hoje, domingo, eu acho.. Após uma grande votação de meus mais de cem seguidores, recebi a sugestão de falar sobre jogos. E eu pensando que ia arrumar um tema fácil de trabalhar. Não que eu não goste de falar de jogos, mas é algo muito vasto para tratar em um pequeno texto de um pequeno blog de um pequeno aspirante a escritor de alguma coisa. Neste pequeno escrito, portanto, falarei sobre os jogos eletrônicos na minha vida, o que não deve ser muito interessante para você, mas ninguém mandou ler isso aqui.

Menino jogando

Não, esse não sou eu. Mas poderia ser. (copiado de http://bit.ly/WiS376)

Minha experiência com jogos não é tão grande quanto alguns podem pensar. Na verdade, ela chega a ser ínfima, se comparada à gigantesca história dos games.

No princípio, era o Super Nintendo do meu vizinho. Meus pais não tinham condições de bancar nenhum dos meus sonhos gamísticos, então eu aguardava a boa vontade/disponibilidade do console para curtir alguns momentos de inocente competição e malandragem. Normalmente, isso ocorria em aniversários, o que me impedia de ficar muito tempo com o controle na mão. Acredito que todos conhecem a lei do “perdeu-saiu”. Acontece que essa lei mantém o dono dos jogos na brincadeira por muito mais tempo que os pobres mortais desventurados(eu).

Tudo isso rolou até o dia que, graças a Deus, ganhei meu primeiro vídeo game! Meu pai estava fazendo manutenção nos elevadores de algum colégio de freiras, ou algo assim, e ganhou um Turbo Game da CCE! Não sabes como fiquei feliz com aquilo! Era o meu sonho desde o momento em que eu soube que ele estava trazendo o aparelho para casa. Compramos duas fitas, uma de Battletoads, aliás. Até lembro dos momentos jogando na cozinha, quando o piso da sala era colocado. Mas a alegria deste pobre menino não durou muito.

Meus pais, evangélicos, pouco tempo depois de eu ter ganhado o brinquedinho da CCE, acabaram assistindo o vídeo de um pastor Josué Chirrin ChYrion, que pregava contra os desenhos da Disney, games e quase qualquer coisa que crianças pudessem gostar. Aquilo caiu como uma bomba nos meus sonhos, e como um alívio no coração da minha mãe, que nunca gostou de vídeo games. Em meio ao medo de um ataque epilético que evidenciaria a possessão demoníaca, ela me proibiu de jogar. Um tempo depois eu estava vendendo o brinquedo, que poderia divertir uma criança mais afortunada.

Fiquei sem poder jogar, mais ou menos, por uns 5 anos, até entrar no ensino médio. Na escola técnica que estudei, tínhamos o clube de mecânica, uma salinha em que os alunos podiam fazer seus projetos ou vagabundear sem repressão. Lá me tornei mestre em Paciência, no Windows 3.11, e um jogador de nível moderado em StarFox, no Nintendo64. Depois, entrei numas aulas de informática, onde tive meus primeiros contatos com a máquina mágica da tecnologia. Sim, porque falar de tecnologia, naquela época, era falar de computadores. E fui pegando o gosto pela coisa.

Pouco tempo depois, meu pai se virou e comprou um computador com 128MB de memória, 20GB de HD e um processador AMD 1.6, máquina obsoleta para a época, mas era o que tinha. Ali eu comecei a “crescer” nos jogos, experimentando vários tipos de jogatina viciante, desde luta até MMORPGs, passando pelas corridas de carros ou formigas. Baixaki foi meu mestre por um bom tempo, talvez uns 6 meses, até começar a troca de jogos com amigos. Nesse momento, o mundo se abria diante de meus olhos.

Quando houve o boom das Lan Houses, eu estava lá. Eu vi CS se tornar o maior, mais amado e mais odiado jogo da história brasileira. Cheguei até a matar algumas aulas, sempre com o medo de ser descoberto/preso/esmurrado por ir às “casas de jogos” ou por matar aula para isso. Nunca fui muito bom, claro. Com a falta de recursos/permissões para ir a Lan Houses, não podia jogar tanto quanto os viciados faziam. Quando jogava era um dos primeiro a morrer. Até hoje é mais ou menos assim.

De lá para cá, os jogos mudaram, a sociedade mudou, minha máquina mudou e agora posso jogar o que eu quero sem problemas. Ou quase. Minha máquina nunca deixou de ser obsoleta, mesmo com os upgrades. Nunca tive dinheiro suficiente para fazer um trabalho massivo nela. Não pude, também, comprar o tão desejado Playstation até agora. Esse é um dos projetos que mantenho. O outro, nessa área, que está até mais próximo, é um upgrade mais significativo no meu velho desktop guerreiro. PS só depois que casar. Até pensei em fazer uma Vakinha, mas, após o fracasso da que fiz para comprar a série A Torre Negra, do Stephen King, percebi que não dá pra contar com ninguém mesmo.

Acabei não falando do que joguei, ou do que não joguei (a maioria do que você já jogou), mas isso pode ficar para outra hora. Se eu lembrar do que já joguei, claro. Mas ainda jogo, e bastante, no meu computador. Por mais que não sejam os jogos de última geração que todo mundo anda jogando, dá pra me divertir bastante. Ando curtindo uns jogos indie como Dustforce, o MMORPG Realm of the Mad God, o FPS Point Blank, entre outras coisinhas mais. Não sou dependente de jogos, só gosto muito.

E você? Como foi sua vida de jogatina? Conseguiu ser menos sortudo que eu? E o que andas jogando? Isso e muito mais você pode registrar aí abaixo,  na caixa de comentários. Deixe pelo menos um oi. =P

Até a próxima e não vire a noite jogando se você trabalha/estuda pela manhã. Pode parecer bobeira, mas, acredite, não é.

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