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Guia Informal de Trens/Metrôs pt. 2

Bem, como o último post teve uma ótima recepção, resolvi produzir a segunda parte deste guia supremo. Depois de alguns problemas preguicísticos, vamos ao…

 

Tópico 2 – A viagem

Então você, querido e amado viajante das linhas férreas, conseguiu adentrar o coração de mãe que é um vagão no lindo Rio de Janeiro. Estás satisfeito? Receio que não. Segundo estudos recentes da FAP (Farofa Associações Pesquisativas), “satisfeito” é uma das palavras que raramente são utilizadas para descrever a sensação antes, durante ou após uma viagem pela Supervia ou Metrô Rio. Mas nada que abale nossa alma!

Partindo do princípio de que viajar num trem vazio é, para a grande e esmagadora maioria das pessoas, simples, deixaremos essas raras situações e partiremos para o que o povão gosta (ou não): trem/metrô lotado.

Quem não gosta do calor humano? Quem não sente vontade de entrar em contato com todas essas vidas que nos rodeiam? Quem não quer fazer parte, mesmo que por alguns minutos, da dura e bela arte que é a vida de uma pessoa? Ok, tem gente que não quer, não gosta, mas não ligo pra isso.

O problema, querido amigo, é a força com que esse calor humano nos é administrado. Sim, quero ser lembrado pelas pessoas, mas não como “aquele magrelo que estava com o cotovelo na minha cara”. E tudo piora quando entra o fator humano. (Não tinha entrado ainda?!)

Suponhamos, então, que todas as pessoas tenham tomado banho, aplicado desodorante nas áreas necessárias e colocado suas roupas limpas e cheirosas. Mesmo assim, meu caro cheiroso, ainda temos outros problemas pra resolver.

Caras, por que ficar parado na porta se existe aquele espaço imenso no meio do vagão?! Quando digo imenso, entenda como “cabe mais de um corpo sem a necessidade de empilhamento”, mas já é considerável.

Pergunto isso porque vejo muitas pessoas na porta, atrapalhando a entrada e a saída, justamente pela emoção de seja lá o que for que elas sentem! Entendo a necessidade de estar próximo à porta que você vai descer, não há UM ser humano que atravesse o trem ou o metrô, na hora do rush, sem que tenha que atravessar, ou quase, alguns outros corpos. Mas “próximo à” é completamente diferente de “colado à”!

Aí vai entrar alguém: cotoveladas, chutes, empurrões. Vai sair alguém: empurrões, chutes, cotoveladas. Mano, não estamos brincando de MMA! Ainda.

Dica: Se você não vai descer na próxima parada, “Diriga-se ao centro do carro”, como diz aquela moça da voz misteriosa.

Outra coisa são as bolsas. Mulheres adoram bolsas. E, ao que parece, 98% A-DO-RAM bolsas gigantes. Homens, por sua vez, estão sempre com uma mochila. Minha namorada que o diga. O que não quer dizer nada. Todos têm direito de usar a bolsa que quiserem, da cor que quiserem, do tamanho que quiserem, se, e somente se, quiserem arcar com as consequências físico-sociais do ato.

Mochila na cara e bolsa na costela não são boas formas de mostrar ao seu amiguinho que você tem dinheiro e comprou toda a Saraiva, supondo que és um leitor (o que estaria fazendo aqui se não fosse?), ou toda a lojinha de brindes da Central do Brasil, supondo que não és leitor (o que estás fazendo aqui, afinal?!).

Eu sei que você tem que proteger os “presente” das “criança” que você comprou na Uruguaiana, na Saara, no Amigão no subsolo da Centra, ou até mesmo naquela lojinha que fica lá no cantinho, perto das pastelarias. Você sabe de que loja estou falando.

Sei também que aquele cd pirata do Michel Teló, comprado numa das ruas desse centro de cidade, fará uma imensa falta se quebrar, mas não é o teu filhote, cacilda!

Dica: Por favor, mantenham seus carregamentos baixos, de preferência na altura do joelho, que, por questões de planejamento/evolução, dependendo da filosofia que segues, é a área com mais espaço nos locais lotados. Não sei se você já percebeu, mas a área ocupada pelas suas pernas é bem menor que a ocupada por seu tronco.

E, em último lugar, por que as pessoas entram em um bólido superlotado quando querem o conforto de uma limusine?!

Algumas pessoas me fazem questionar o propósito de suas vidas. Pra que será que aquele ser nasceu? Só para reclamar?

Hoje foi um coroa. Metrô, estação Central, por volta de 9h, muitas pessoas entram no vagão, certo? Certo, mas não era o que o senhor de cabelos brancos desejava. Talvez ele não saiba, mas a maioria das pessoas não ansiava por aquela viagem.

Quando um outro cara, vários anos mais novo que ele, motivo suficiente para ser tirado por meliante, esbarrou em seu braço, só faltou falar que estava sofrendo assédio sexual. O cara veio reclamando até a Carioca, umas 3 estações depois!

E, para piorar sua cômica situação, ainda soltou um “Se eu tivesse armado cês tava f#*$&@do!” Eu fiquei pensando na garrucha que ele teria em sua casa em algum bairro nobre da Zona Norte.

Galera, por favor, o metrô/trem tá lotado. E não há nada(?) que vocês possam fazer quanto a isso. Apenas façam o que já falei muitas e muitas vezes ao longo desses 24 anos de vida: não leve a vida tão a sério.

Relaxem, respeitem, exijam respeito, mas parem de mimimi, chororô, reclamação, stress, etc. Isso só ajuda a começar, ou terminar, mal o seu dia.

Então é isso. Essa foi a segunda parte deste guia informal provavelmente politicamente incorreto para o uso de trens/metrôs. Como sempre, se eu perceber que vocês curtiram, ou pelo menos leram o post, faço a próxima parte, que deve ser a última.

Se quiserem, mandem sugestões, comentem o que acontece quando vocês utilizam esses métodos de chegar ao trabalho, mandem beijo pra mãe, pro pai, pro irmão, pro papagaio, pro cachorro e pra você xuxa, comentem e deixem comentar.

Até a próxima, farofeiros!

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